XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

Complicações de derivação ventricular externa (DVE): conhecer para combater.

Objetivo

Avaliar a frequência das principais complicações de DVE.

Materiais e Métodos/Casuística

O método adotado foi de revisão de literatura e consistiu na busca de artigos científicos sobre complicações de DVE na base de dados bibliográficos PubMed. Na estratégia de busca, foi utilizada como palavra-chave a expressão: "External ventricular drainage complications”. A pesquisa foi realizada em dezembro de 2018 e limitou-se às publicações nos últimos 5 anos, resultando em 155 artigos. Foram estabelecidos os critérios de inclusão: artigos na língua inglesa e pacientes com idade até 18 anos completos. E como critério de exclusão: artigos que não contemplavam a temática. Desse modo, apenas oito foram selecionados para integrar a revisão.

Resultados

As principais complicações de DVE são: oclusão do cateter, hemorragia, infecção, falha mecânica da drenagem do líquido cefalorraquidiano (LCR) e hiperdrenagem do LCR. A oclusão do cateter pode ser decorrente do seu diâmetro pequeno, do seu posicionamento inadequado e do uso terapêutico de anticoagulantes. O emprego de técnicas inadequadas durante a colocação e retirada do dispositivo pode resultar em hemorragias. A ocorrência de infecções é maior em pacientes que utilizaram por um período mais prolongado a DVE. Contudo, tal índice não é influenciado, de maneira significativa, por fatores como idade, sexo e valores do LCR, os quais variam de 10 a 60 ml em recém-nascidos e de 90 a 150 ml nos demais pacientes pediátricos.

Discussão e Conclusões

Dentre as complicações observadas nos resultados, ficou claro que a infecção foi a complicação mais frequente ao comparar os estudos analisados. Um dos trabalhos detectou Staphylococcus como o principal organismo isolado nessa complicação. Segundo a pesquisa de Tavakoli et al. (2017), a hemorragia obteve significativo índice de incidência (0.7%–41.0%). Faz-se necessário, portanto, a educação continuada das equipes de enfermagem acerca dos cuidados com o procedimento de DVE e a elaboração de um protocolo de cuidados referente a tal procedimento visando a diminuir a ocorrência das complicações relacionadas.

Referências bibliográficas

AKARCA, Danyal et al. An Evaluation of Commonly Used External Ventricular Drain Securement Methods in a Porcine Model: Recommendations to Improve Practice. World Neurosurgery, [s.l.], v. 110, p.197-202, fev. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.wneu.2017.10.138.


FOURNIER, Luc Le et al. Management of hydrocephalus in pediatric metastatic tumors of the posterior fossa at presentation. Child's Nervous System, [s.l.], v. 33, n. 9, p.1473-1480, 11 maio 2017. Springer Nature. http://dx.doi.org/10.1007/s00381-017-3447-5.


TAVAKOLI, Samon et al. Complications of invasive intracranial pressure monitoring devices in neurocritical care. Neurosurgical Focus, [s.l.], p.1-9, nov. 2017. Journal of Neurosurgery Publishing Group (JNSPG). http://dx.doi.org/10.3171/2017.8.focus17450.

Palavras Chaves

Drenagem ventricular externa; Complicações; Emergências neurológicas

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

Centro Universitário Christus - Ceara - Brasil

Autores

Wellison Gil Magalhães de Almeida, Maria Jhéssica Almeida Carneiro , Isabella Timbó Queiroz , Rafaela Montenegro Aires Sampaio, Evisa Christal Oliveira de Paula, Gabriel Nojosa Oliveira, Zuila Rafaella Cavalcante de Oliveira, Carlos Eduardo Barros Jucá