XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

O que sabemos sobre o Gliossarcoma pediátrico? Relato de caso e revisão de literatura.

Objetivo

O objetivo do nosso trabalho é apresentar um dos raríssimos casos de gliossarcoma(GS) na faixa pediátrica junto à revisão literária sobre o respectivo tema.

Materiais e Métodos/Casuística

Foi realizado acompanhamento e a revisão do prontuário do paciente. Além disso, buscamos as referências na plataforma "PUBMED" com os termos "pediatric gliosarcoma" onde obtivemos 35 resultados, dos quais 29 foram compatíveis com a nossa pesquisa.

Resultados

Paciente, 16 anos, sexo masculino, deu entrada ao departamento de emergência pediátrica por quadro de cefaleia frontal intensa, de início há 2 meses, além de episódios de náuseas e vômitos frequentes, que tiveram início ao mesmo tempo. Realizou uma tomografia computadorizada de crânio que demonstrou uma lesão parietal esquerda expansiva, predominantemente cística com áreas hiperdensas e edema vasogênico. Além havia desvio de linha média, colapso ventricular e discreta insinuação de tonsilas cerebelares ao nível do forame magno. Paciente foi submetido a cirurgia de urgência e o material encaminhado para biópsia, que revelou gliossarcoma grau IV. Após a cirurgia, paciente permaneceu com cefaleia e vômitos, sendo internado na UTI, evoluindo para óbito. O gliossarcoma, tumor maligno raro de alto grau, é uma variante do glioblastoma (GBM) caracterizada por componentes gliais e mesenquimais bifásicos. Esses tumores comumente afetam adultos na quinta a sexta décadas de vida e são extremamente incomuns em crianças e é tradicionalmente associada a um prognóstico sombrio. Vinte e seis casos de GS pediátrico foram relatados na literatura, com uma idade mediana de 11 anos e relação masculino: feminino de 1,2: 1. As opções de tratamento para GS incluem ressecção máxima segura do tumor, seguida de radioterapia pós-operatória e quimioterapia. A sobrevida mediana entre todos os pacientes com GS foi desanimadora, com uma média de 9 meses, embora haja algumas exceções: observou-se que os pacientes diagnosticados antes dos 50 anos tiveram um período médio de sobrevida de 15 meses em comparação com 7 meses para aqueles diagnosticados. após os 50 anos de idade. A excisão radical melhora a sobrevida para 7 a 11 meses em comparação com os 4 meses apenas com a biópsia. O papel da temozolomida como terapia adjuvante em GS permanece controverso.

Discussão e Conclusões

O GS necessita de mais investigações para entender, desde sua fisiopatologia até os melhores tratamentos, já que ainda não existem muitas formas de tratamento.

Referências bibliográficas

Palavras Chaves

Gliossarcoma; Pediatrico; Tumor Cerebral Pediátrico.

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

Universidade Federal do Ceará - Ceara - Brasil

Autores

Anderson Alexsander Rodrigues Teixeira, Sara Letícia Eufrásio Teixeira