XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

Página Inicial » Inscrições Científicas » Trabalhos

Dados do Trabalho


Título

Acessos transumbilicais não laparoscópicos em shunts ventriculoperitoneais: experiência de serviço de neurocirurgia pediátrica

Objetivo

Demonstrar a experiência em um serviço de neurocirurgia pediátrica na peritonização dos cateteres através da via transumbilical mediana e paramediana por técnica não laparoscópica e as complicações da técnica em 06 meses.

Materiais e Métodos/Casuística

Avaliação prospectiva dos casos operados entre março de 2014 e agosto de 2018, em pacientes com até 12 anos de idade, submetidos a DVP, com peritonização por via transumbilical paramediana e mediana. Características demográficas, etiológicas, do procedimento cirúrgico e complicações (infecções, hérnias e deiscências) precoces e em 06 meses foram avaliadas. Pacientes com história de meningite, cirurgias para revisão de shunts anteriores foram excluídos. Todos os casos operados pelo mesmo neurocirurgião.

Resultados

Durante esse período, 46 crianças foram submetidas a DVP (22H/24M; 13,9 ± 34,5 meses de idade [0,1 – 132], por via transumbilical. 30 pela via paramediana e 16 mediana. O tempo médio cirúrgico da via transumbilical mediana foi em média 04 minutos mais rápida que a periumbilical (37,09 min x 41,46 min respectivamente). As etiologias foram hidrocefalia por hemorragia da prematuridade (3), hidrocefalia obstrutiva por tumor cerebral (4), hidrocefalia neonatal não infecciosa/hemorrágica (23), hidrocefalia secundaria a hemorragia no termo (1), hidrocefalia em mielomeningocele (13), estenose de aqueduto (2). Em 06 meses de seguimento 06 pacientes apresentaram complicações inerentes ao procedimento (04 casos de meningites/ 02 obstruções proximais), sem qualquer caso de infecção/ deiscência/ hérnias abdominais secundarias ao acesso.

Discussão e Conclusões

Apesar de uma questão secundária no tratamento das hidrocefalias pediátricas, a escolha de vias de acesso ao peritônio que propiciem um bom resultado estético, deve ser buscada, reduzindo a estigmatização das crianças com shunt ventriculoperitoneal, proporcionando chance de maior aceitação social e familiar.

Referências bibliográficas

Palavras Chaves

hidrocefalia, derivação ventriculoperitoneal, acessos transumbilicais

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

hospital de urgencias Sergipe - Sergipe - Brasil

Autores

TAGO PAIVA CAVALCANTE, LUAN MESSIAS GUIMARAES, LETICIA PRATA BRITTO CHAVES, ALAIDE FERNANDES SANTOS PINTO, FABRICIA GONZAGA FERREIRA, JOANNA HELENA SILVA FONTES CORREIA, TACIA LORENA RESENDE FERREIRA, GUSTAVO HENRIQUE BARBOZA NASCIMENTO, BEATRIZ PEREIRA RIOS, CAIO O CARMO, RILTON MARCUS MORAIS