XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

Desafios de internos de enfermagem no primeiro contato com a derivação ventricular externa em crianças: relato de experiência

Objetivo

Relatar experiência de internos de enfermagem no cuidado à criança com Derivação Ventricular Externa.

Materiais e Métodos/Casuística

Estudo descritivo, de abordagem qualitativa, que relata a experiência de internos de enfermagem no campo obrigatório de Pediatria no Internato, em hospital de Fortaleza-CE, de janeiro a fevereiro de 2019. Foi possível vivenciar a assistência à crianças que fazem uso de Derivação Ventricular Externa, adquirir conhecimento quanto ao seu manuseio e prestar cuidados de enfermagem.

Resultados

Derivações ventriculares externas (DVE) são cateteres inseridos cirurgicamente para tratar Hipertensão Intracraniana por meio da drenagem de líquor, auxiliando na medição da Pressão Intracraniana. Por ser um procedimento ligado a um órgão importante, a DVE exige do enfermeiro atenção redobrada para os cuidados em sua manutenção, mas o que se observa é uma fragilidade no saber/fazer do enfermeiro que lida com pacientes em uso desse dispositivo. Constata-se que o conhecimento de enfermeiros mostra-se regular sendo destacado como principal fator para essa realidade a reduzida, e muitas vezes ausente, abordagem desse assunto na graduação em enfermagem, sendo explorado só em especializações. Essa realidade foi vista durante estágio em unidade que prestava cuidados às crianças com afecção neurológica sob uso de DVE. Percebeu-se necessidade de estudar a temática para assegurar o desempenho das atividades de forma segura. Ao ver o dispositivo, surgiram dúvidas por tratar de algo desconhecido. O medo de causar dor nas crianças durante trocas de curativo, sendo que no começo não havia destreza e as reações das crianças, como choro e irritação, só tornavam o processo mais longo, causando insegurança. Foi necessário tempo e um auto preparo para se transmitir segurança às crianças e aos acompanhantes.

Discussão e Conclusões

Ao encontrar algo novo, surge interesse e medo. Encarar uma tecnologia ainda não vista durante a graduação é um desafio para um acadêmico que já está perto de concluir. A DVE exige um manuseio e cuidados específicos, ainda mais estando ligada à pediatria. Agir profissionalmente e com empatia foi crucial nos contatos com crianças sob uso de DVE e seus acompanhantes, que eram suas mães. Com o tempo, o nosso vínculo com usuários e acompanhantes se tornou proveitoso, garantindo mais segurança e prática no manejo da DVE, tornando o internato crucial para a formação do enfermeiro.

Referências bibliográficas

COSTA, Fernanda de Azevedo Martins da. Cuidados com derivação ventricular externa: quanto sabemos?. 2018. 24f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em enfermagem), Universidade do Estado do Amazonas, Manaus, 2018.
Oliveira ECS, Oliveira RC, Souto ELM. Infecção Relacionada à Derivação Ventricular Externa em Hospital de Neurocirurgia., J. res.: fundam. care. Online., n. 5, v. 3, p. 181-185, jul./set, 2013.

Palavras Chaves

DVE, contato, experiência

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

Universidade Estadual do Ceará - Ceara - Brasil

Autores

Karina Barbosa Lima, Elielton Cavalcante Gomes, Wladimir de Freitas Pereira, Carla Fernanda Chaves de Morais, Amanda Lima Falcão Sousa, Jéssica Menezes Nogueira, Ana Rita Barreto Cardoso, Antônio Johnson Silva Sousa