XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

INFLUÊNCIA DA AQUEDUTOPLASTIA ENDOSCÓPICA NA MORFOMETRIA DO CONTEÚDO DA FOSSA POSTERIOR E SUA RELAÇÃO COM O DESFECHO CLÍNICO DAS CRIANÇAS COM O QUARTO VENTRÍCULO ISOLADO

Objetivo

Avaliar a correlação entre as mudanças na morfometria do conteúdo ventricular e neural da fossa posterior com o desfecho clínico das crianças com o quarto ventrículo isolado(QVI) após a aquedutoplastia endoscópica(AE) a longo prazo.

Materiais e Métodos/Casuística

Após aprovação do CEP com o CAAE:53468816.0.0000.5149, realizou-se estudo retrospectivo, utilizando dados de prontuário no período de 2006 à 2017. Foram incluídas as crianças com idade entre zero a 18 anos que apresentavam o diagnóstico de QVI e submetidas à AE. Excluiu-se desse estudo os pacientes com diagnóstico de estenose aquedutal isolada, síndrome de Dandy Walker e o quarto ventrículo pré isolado. O desfecho clínico avaliado foi a melhora dos sintomas e da versão brasileira da escala funcional pediátrica.
O quarto ventrículo(QV) foi mensurado nas distâncias ântero posterior e látero lateral no período pré e pós operatório e criou-se escore radiológico para avaliar o crescimento do quarto ventrículo e o grau de compressão do tronco encefálico e cerebelo. Comissão composta por dois radiologistas e um neurocirurgião que eram cegos para o estudo, avaliaram os exames, que foram distribuídos de forma aleatória, aplicando o escore criado. O resultado obtido da concordância dos três foi comparado com as mensurações do QV e o desfecho clínico.

Resultados

Vinte crianças foram submetidas à AE, com média de idade de 4,7 anos. Variando de 5 meses à 14 anos, sendo onze meninos. Houve melhora total dos sintomas em 13 pacientes e parcial em cinco. Ocorreram duas falhas da AE.
Houve redução do QV e melhora do escore radiológico nos 18 casos de sucesso da AE. Entretanto houve reversão parcial na deformação das estruturas neurais da fossa posterior em 15 crianças e total em três mesmo com a melhora nos parâmetros do desfecho clínico desses pacientes.

Discussão e Conclusões

O QVI é considerado doença pouco frequente e de tratamento desafiador para o neurocirurgião[1,2].
A casuística estudada mostrou índice de sucesso da AE semelhante a outros estudos e propôs escore radiológico inédito para auxiliar a avaliação no pré e pós operatório.
A aquedutoplastia endoscópica reverteu parcialmente as alterações morfométricas do quarto ventrículo e das estruturas neurais da fossa posterior a longo prazo na maioria dos pacientes e houve correlação com a melhora clínica.

Referências bibliográficas

1 SCHULZ, M. et al. Endoscopic treatment of isolated fourth ventricle: clinical and radiological outcome. Neurosurgery, v. 70, n. 4, p. 847-58; discussion 858-9, Apr 2012.
2 CINALLI, G. et al. Endoscopic aqueductoplasty and placement of a stent in the cerebral aqueduct in the management of isolated fourth ventricle in children. J Neurosurg, v. 104, n. 1 Suppl, p. 21-7, Jan 2006.

Palavras Chaves

Quarto ventrículo isolado, neuroendoscopia, morfometria

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

Hospital das Clínicas da UFMG - Minas Gerais - Brasil, Hospital Vila da Serra - Minas Gerais - Brasil

Autores

Leopoldo Mandic Furtado, Alexandre Varella Giannetti, José Aloysio da Costa Val Filho