XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

Hipertensão intracraniana benigna em pediatria, um desafio diagnóstico e terapêutico

Objetivo

Analisar através de um estudo retrospectivo realizado no Hospital Garrahan, em Buenos Aires, Argentina; a casuística dos pacientes com hipertensão intracraniana benigna ou ¨pseudotumor cerebris¨; quais foram os sinais e sintomas de apresentação; que tratamento foi implementado neles; que evolução clínica eles apresentaram; quais foram as indicações cirúrgicas e qual foi a resposta ao tratamento médico.

O interesse em analisar esta entidade, embora seja rara (incidência geral 1-3 / 100.000 habitantes), baseia-se no fato de ser uma causa de perda da visão em crianças e em adultos. Por essa razão, é importante fazer um diagnóstico oportuno, para implementar o tratamento precocemente, sabendo que ele é frequentemente eficaz e os pacientes têm uma resolução completa dos sintomas e sem persistência do déficit visual.

Um tratamento inadequado pode causar a atrofia do nervo óptico e isso levaria à cegueira do paciente, tudo isso nos faz reflexionar que esta entidade não é tão benigna como parece.

Materiais e Métodos/Casuística

Foi realizado um estudo descritivo e retrospectivo, no "Hospital de Pediatria J.P. Garrahan "de Buenos Aires, na Argentina.

Foram incluídas todas as crianças que ingressarão em nosso hospital com sinais e/ou sintomas de hipertensão intracraniana durante por 3 anos (2013-2016).

Nesse período, foram internados 91 pacientes e apenas 21 deles (um 23%) foram diagnosticados com hipertensão intracraniana benigna.

Usamos os critérios de Dandy modificados para selecionar os pacientes

Resultados

Em relação às doenças concomitantes que apresentavam estes pacientes, obtivemos: um 38% com obesidade, um 4,7% (1 caso) com déficit de hormônio de crescimento; um 4,7% com leucemia linfocítica aguda com tratamento concluído e excluindo uma recaída da doença e, finalmente, um 4,7% com puberdade precoce.
Em relação ao tratamento, todos os pacientes receberam tratamento médico com resposta favorável em 95,5% de todos eles. Foi usada a Acetozolamida a 40mg/kg/dia.

Apenas dois pacientes (9,5%) precisaram de tratamento cirúrgico com DVP.

Discussão e Conclusões

Com um diagnóstico e tratamento precoce, esta doença apresenta boa evolução e evita a complicação mais temida, que é a diminuição permanente da acuidade visual.
As punções lombares são realizadas para acompanhamento, e a obtenção de um líquido cefalorraquidiano com pressão normal permite continuar o tratamento médico por 6 meses e depois avaliar a suspensão.

Referências bibliográficas

Palavras Chaves

Hipertensão intracraniana benigna-pediatria_diagnóstico

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

Hospital Nacional de Pediatria Juan P Garahan - - Argentina

Autores

Romina Alejandra Argañaraz, Mariel Sanchez, Mariano Garabaglia, Soraya El Kik, Silvia Tenembaum, Beatriz Mantese