XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

Meningoencefalocele parieto-occipital volumosa em recém-nascido portador de microcefalia: um relato de caso

Objetivo

O objetivo deste trabalho é relatar o caso de um paciente recém-nascido (RN) que apresentou quadro de meningoencefalocele parieto-occipital volumosa associada a microcefalia. O conhecimento desta doença e seu correto manejo são de grande importância para o desenvolvimento neuropsicomotor do indivíduo, além da diminuição do risco de aparecimento desta, uma vez que pode ser acarretada, dentre diversos fatores, por substâncias teratogênicas, tais como álcool, tabaco e outras drogas, que são corriqueiras e, em locais de baixo desenvolvimento socioeconômico, facilmente mantidas durante gestação por falta de informação.

Materiais e Métodos/Casuística

RN hipocorado e com desconforto respiratório, é admitido, grave, em unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal com meningoencafalocele associada a microcefalia. Após diagnóstico clínico, foi iniciado o processo de internação. Seu quadro, até a cirurgia, seguiu grave, apesar da estabilização de sinais vitais e uso de antibioticoterapia.

Resultados

Foi realizada a cirurgia de correção e houve evolução progressiva e melhora de quadro clínico, sem intercorrências, salvo leve desconforto respiratório, tratado durante internação com uso de nebulização e fisioterapia. O paciente teve boa recuperação e recebeu alta em 40 dias. Dessa forma, podemos ver que a correção cirúrgica deve ser realizada e é de extrema importância, tanto para o bem-estar do paciente, quanto para a sua qualidade de vida.

Discussão e Conclusões

A meningoencefalocele, má-formação que acomete 1/10.000 indivíduos, consiste em um defeito no fechamento do tubo neural caracterizado pela herniação do cérebro e das meninges por aberturas encontradas no crânio enquanto embrião. Dentre seus principais sintomas estão: convulsões, atraso no desenvolvimento mental e acúmulo de líquor no cérebro. Ainda não se sabe sua principal causa ou profilaxia, mas acredita-se que esta doença está relacionada ao uso de substâncias teratogênicas. Vale lembrar que o maior agravante é a falta de informação, já que sua incidência é maior em locais de baixa escolaridade ou pouco acesso à informação. A única forma de cessação de sintomas é a abordagem cirúrgica, que deve ser realizada durante a infância, sendo o tratamento de escolha, tanto pela melhoria de qualidade de vida, quanto pelo baixo risco de lesão. É importante ressaltar que é papel do profissional de saúde informar a população quanto as condutas ideais na gravidez e suas vantagens.

Referências bibliográficas

Palavras Chaves

Relato de Caso, Neurocirurgia, Meningoencefalocele

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

UniCEUMA - Maranhao - Brasil

Autores

Gabriela Coutinho Amorim Carneiro, Gabriel Costa Ferreira Andrade, Cláudio Ávila Duailibe Mendonça, Glória Maria Grangeiro Ferreira, Ingrid Albuquerque Araújo Gomes Self, Benedito Sabbak Thome Júnior