XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

RELATO DE CASO: VOLUMOSO ABSCESSO CEREBRAL EM RECÉM-NASCIDO CAUSANDO HIDROCEFALIA

Objetivo

Sendo o abscesso cerebral raro na infância, com alto coeficiente de mortalidade, o objetivo deste trabalho é relatar um caso de um lactente de 2 meses de vida associado a um quadro de hidrocefalia severa.

Materiais e Métodos/Casuística

Paciente L.D.C.A. iniciou quadro de choro com olhar fixo, vômitos e perda de consciência aos 2 meses de vida. Foi encaminhando para Hospital Regional Norte em Sobral-CE devido clínica sugestiva de hidrocefalia onde fez tomografia computadorizada de crânio que evidenciou possível abscesso cerebral em região fronto-parietal esquerda. Foi encaminhado para Santa Casa de Misericórdia de Sobral no dia 06/10/2018 onde ficou internado. Realizada nova tomografia no dia 09/10 que indicou expansão de abscesso e necessidade de drenagem. No dia 13/10 o paciente foi submetido à drenagem de volumoso abscesso cerebral frontal e derivação ventricular externa em cavidade de abscesso drenado.

Resultados

Paciente foi internado na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica para antibióticoterapia com Metronidazol, Oxacilina e Ceftriaxona , por 21 dias, além de Fenitoina e posteriormente Carbamazepina. Evoluiu com episódios de vômitos, associados a crises convulsivas focais e espasmos, verificado aumento de perímetro cefálico de 41,5cm para 43 cm. Foi solicitado Ressonância de Crânio mostrando alargamento ventricular e persistência do abscesso. Indicado abordagem neurocirúrgica para aposição de Derivação Ventriculo-Peritoneal dia 07/12/18 e manutenção de antibióticos por mais 7 dias. Paciente evoluiu após término esquema de antibiótico proposto com melhora do estado geral e em condições de alta hospitalar, com necessidade de acompanhamento ambulatorial.

Discussão e Conclusões

Apesar de raro em crianças, o abscesso cerebral deve ser lembrado em pacientes que apresentam alterações neurológicas associadas a fatores de risco, como infecções periparto e cardiopatias congênitas cianóticas. Levando a sequelas em até 50% dos casos. O caso em questão relata uma situação em que um volumoso abcesso pode levar compressão do terceiro ventrículo e que a precocidade do tratamento pode reverter a gravidade.

Referências bibliográficas


1. Antunes ACM, Stefani MA. Abscessos intracerebrais em pacientes pediátricos: experiência com 35 casos. J Bras Neurocirurg 1993;4:1-10.

2. Jamjoom AB. Short course antimicrobial therapy in intracranial abscess. Acta Neurochirurg 1996;138:835-839.

3. Plese JPP. Abscesso cerebral. In Machado LR, Livramento JA, Spina-França A, Nóbrega JPS (eds). Neuroinfeção 96. São Paulo: HC/FMUSP 1996:167-1

4. P. M. Ricardo. Scotoni, A. E. Belangero, V.M.S. Bucaretchi, F. Tresoldi, A.T. J Pediatr (Rio J) 1998;74(1):62-6

Palavras Chaves

Abscesso Cerebral; Hidrocefalia; Epilepsia

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

SANTA CASA SOBRAL - Ceara - Brasil

Autores

MARCELLO WEYNES BARROS SILVA, LEONARDO WILNER BARROS SILVA, Keven Ferreira da Ponte, Ize Melo Amaral, Yandra Maria Gomes Ponte, Gerardo Cristino Filho, PAULO ROBERTO LACERDA LEAL