XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

ATUALIZAÇÕES E PERSPECTIVAS NO MANEJO EM FRATURA CRANIANA EM PINGUE-PONGUE

Objetivo

Descrever atualizações e analisar perspectivas no manejo em fratura craniana em pingue-pongue.

Materiais e Métodos/Casuística

Estudo de literatura em caráter analítico-descritivo. Os artigos foram escolhidos na base PubMed, utilizando-se os descritores “ping-pong fractures”, com critérios de inclusão de 10 anos de publicação e estudo realizado em humanos.

Resultados

Casos de afundamento em pingue-pongue têm manejos cirúrgicos e não-cirúrgicos, sendo os primeiros, a abordagem neurocirúrgica extra-axial com incisão no plano cutâneo, acompanhado de trepanação lateral às margens do afundamento, inserção de dissector e realinhamento ósseo; e, a técnica de elevação por microparafuso percutâneo, a qual realiza-se pequena incisão no centro da fratura, com posterior inserção de parafuso autobrocante de 3-5 mm de comprimento, a depender da espessura da tábua óssea do paciente, e, com apoio de uma pinça Kelly, realiza elevação do afundamento. Em abordagens não-cirúrgicas, tem-se a técnica de elevação por pressão negativa, a qual utiliza a ação do vácuo parcial associada a máscara de reanimação neonatal ou bomba de mama na área da fratura para elevação do afundamento; e, por fim, a conduta expectante em casos de pacientes com afundamento menores de 5 mm de profundidade, reavaliação seriada pelo ambulatório neurocirúrgico e idade até 2 anos. Reservam-se as três últimas técnicas em casos de pacientes sem déficits neurológicos associados a possíveis lesões decorrentes do trauma.

Discussão e Conclusões

Atualizações no manejo de afundamentos cranianos em ramo verde são discutidos por ofertar menor custo e menor risco cirúrgico ao paciente, bem como, maior facilidade para o neurocirurgião. A terapêutica ideal depende de fatores além dos critérios de seleção, podendo salientar estreita relação médico-paciente, facilidade de acesso a serviço médico e desburocratização no serviço ao paciente. Desse modo, na presença de fratura linear não cominutiva, com ausência de exposição óssea e de sinais de contaminação e infecção, pode ser adotada a conduta expectante, se afundamento menor que 5 mm, ou utilizar-se das técnicas de elevação descritas, sendo indicado para afundamento maior de 5 mm de profundidade. Portanto, a redução do risco cirúrgico com a utilização de técnicas menos invasivas e com rápida recuperação ou adoção da conduta expectante, quando dentro dos critérios de adoção, sob reavaliação de sinais de déficits neurológicos pelo ambulatório de neurocirurgia.

Referências bibliográficas

LÓPEZ-ELIZALDE, Ramiro et al. Ping pong fractures: treatment using a new medical device. Child's Nervous System, [s.i.], v. 4, n. 29, p.670-683, 30 dez. 2012.
STEIN, Sherman C.. The Evolution of Modern Treatment for Depressed Skull Fractures. World Neurosurgery, [s.l.], v. 121, p.186-192, jan. 2019.
ZALATIMO, Omar et al. Treatment of depressed skull fractures in neonates using percutaneous microscrew elevation. Journal Of Neurosurgery: Pediatrics, [s.l.], v. 6, n. 9, p.676-679, jun. 2012.

Palavras Chaves

Neurocirurgia pediátrica; Fratura craniana simples; Técnicas de elevação de afundamento craniano.

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

Universidade Federal do Ceará - Ceara - Brasil

Autores

Nickolas Souza Silva, Lady Jane da Silva Macedo, Thais Barjud Dourado Marques, Aline Viana Araújo, João Pedro Carneiro Mororó, Márcia Gabrielly Teles de Macedo, Ricardo Marques Lopes de Araújo, Thiago Cardoso Guimarães