XIII Congresso Brasileiro de Neurocirurgia Pediátrica

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Dados do Trabalho


Título

Crianças vítimas de violência social com TCE: perfil epidemiológico e sociodemográfico

Objetivo

Conhecer o perfil epidemiológico e sociodemográfico de pacientes pediátricos com traumatismo cranioencefálico (TCE) vítimas de violência social.

Materiais e Métodos/Casuística

Estudo transversal, descritivo, realizado em 2018, através da análise de prontuários dos pacientes pediátricos que tiveram diagnóstico de TCE, vítimas de violência social, admitidos na emergência do hospital em estudo, no período de setembro de 2010 a dezembro de 2017. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, epidemiológicas e o mecanismo de agressão.

Resultados

Fizeram parte desse estudo 487 pacientes. Observou-se uma média de 42 casos mensais, com predominância no quarto trimestre do ano (31,8%), sendo, em 2014, registrado um maior número de casos (79 casos). Houve desde então, uma diminuição dessas ocorrências nos anos posteriores. A faixa etária mais acometida foi de 10 a 17 anos (65,5%), com predomínio do sexo masculino (69,8%), sendo a maioria dos pacientes (88,1%) provenientes de Salvador, capital do estado. Entre os mecanismos de trauma/agressão, 48,7% foram por arma branca, 40,5% força física e 10,9% arma de fogo. Nesse contexto, 10,3% dos casos foram associados a violência doméstica. Relacionando as características epidemiológicas e sociodemográficas aos mecanismos de trauma analisados, pacientes do sexo feminino sofreram mais agressões por força física (46,9%) e do sexo masculino mais agressões por armas brancas (50,0%). Prevaleceram em todas as faixas etárias, a partir dos pré-escolares, traumas causados por arma branca, enquanto o principal mecanismo na faixa etária de 29 dias a 2 anos foi força física (66,7%). Os procedentes de Salvador foram em sua maioria vítimas de lesão por armas brancas (51,1%), enquanto agressão por força física foi mais prevalente entre moradores da região metropolitana (43,2%) e cidades do interior (38,1%).

Discussão e Conclusões

O estudo demonstrou predominância de TCE devido à violência social, em adolescentes, do gênero masculino, residentes na capital do estado, havendo preponderância das armas brancas como principal mecanismo de trauma. Conforme os dados apresentados, é pertinente um enfoque na avaliação e implementação de estratégias específicas de controle e prevenção, tendo em vista que as causas primárias do TCE variam de acordo com a população envolvida, além da necessidade de mais estudos relacionados ao tema.

Referências bibliográficas

Palavras Chaves

traumatismo cranioencefálico, epidemiologia, violência social.

Área

Neurocirurgia Pediátrica

Instituições

Hospital do Subúrbio - Bahia - Brasil

Autores

Thais Souza Bomfim, Sálua Sampaio Lima, Cláudio Márcio Siva de Souza, Marcelo Martinez Pinheiro Lemos